Viagens

Pelas vias de Roma, em “Epopéias”, foi cognominado o humano “mais polido” que empunhara um verso e, ao mesmo tempo, o “mais inexorável” sedutor do coração femíneo e o “mais afetuoso” poeta que se conectara à Net, a degustar a pressa das damas. Ao encontrá-lo no MSN, estremeci.


Microconto nº 22 – 277 caracteres.
Sílvia Mota.
Cabo Frio, 19 de setembro de 2009 – 00:27hs.

Mar destruidor

Dos confins da paixão, regressaram o eu-mulher e a fêmea. Tudo o mais se foi.


Microconto nº 21.
Sílvia Mota.
Cabo Frio, 15 de agosto de 2009 – 14:13hs.

Amor ladino

Chegou ao sol e foi-se na escuridão da noite, como um ladrão que foge. De tudo o mais, não me roubou os filhos.


Microconto nº 20.
Sílvia Mota.
Cabo Frio, 15 de agosto de 2009 – 14:12hs.

Humilhação sem precedentes

Nosso mundo virtual avexou o real. Um, tudo; o outro, nada.


Microconto nº 19.
Sílvia Mota.
Cabo Frio, 15 de agosto de 2009 – 14:10hs.

Amor eterno

Quando o reencontrei, Cid me esperava.


Microconto nº 18.
Sílvia Mota.
Cabo Frio, 25 de junho de 2009 - 23:45hs.

Sonhos

Eu e Cid, de tanto que nos sonhamos, o sonho nos encontrou.


Microconto nº 17.
Sílvia Mota.
Cabo Frio, 25 de junho de 2009 - 23:42hs.

Estrada longa

Quando dobrei a curva do passado, sentei e chorei aliviada.


Microconto nº 16.
Sílvia Mota.
Cabo Frio, 25 de junho de 2009 – 23:17hs.

A gravidez de Luiza

Depois de foder e gozar, vomitou.


Microconto nº 15.
Sílvia Mota.
Cabo Frio, 25 de junho de 2009 - 23:15hs.

Quintas-feiras de fazer dó...

Gin, casado com Cris, por três quintas-feiras, à tarde, evidenciou em Ly seu furor de macho e, tal foi o ardor, que do fracasso nem se apercebeu.


Microconto nº 14.
Sílvia Mota.
Cabo Frio, 25 de junho de 2009 – 16:45hs.

Se falar a verdade, dá para entender... e sentir...

Hy usou Viagra e fuc, fuc, fuc, fuc. Sy intuiu e, com pena, calou. Após o 3º encontro, cansou de fingir e não mais quis sair. O machão? Pensa ser bom.


Microconto nº 13.
Sílvia Mota.
Cabo Frio, 25 de junho de 2009 – 15:30hs.

Um, teis... já!

Faceira, maiô bordado, cachinho de cabelo nos olhos, riso aberto e um pular afoito na piscina. O desespero dos adultos, distraídos, correu a salvá-la.


Microconto nº 12.
Para Maria Eduarda, a linda netinha da minha amiga Sueli.
Sílvia Mota.
Cabo Frio, 5 de junho de 2009 – 1:45hs.

Tesão em vão

13 de maio de um ano qualquer, 3hs da madrugada. Acordei com desejo de fazer amor, melhor dizendo, de te foder, mesmo. Ao lado, travesseiro vazio.


Microconto nº 11.
Sílvia Mota.
Cabo Frio, 5 de junho de 2009 – 1:19hs.

Urso poeta

Urso Poeta, em poesia, fez-se inquieto e pervertido. Gerou risos malevolentes e acendeu desejos incandescentes. Menino encanto - seduziu... e fim.


Com meu carinho e minha admiração ao menino poeta.
Microconto nº 10.
Sílvia Mota.
Cabo Frio, 3 de junho de 2009 - 13:52hs.

Fim de caso virtual

Quando Lu se conectou ao msn, Ju não estava mais lá.


Microconto nº 9.
Sílvia Mota.
Cabo Frio, 3 de junho de 2009 - 11:40hs.

Harém da modernidade: quem foi traído?

O mouro Gut possuía harém virtual e pelo teclado controlava a situação. Poligamia para ele; poliandria para elas. Presunçoso, não sabia; elas, sim.


Microconto nº 8.
Sílvia Mota.
Cabo Frio, 3 de junho de 2009 – 10:59hs.

Churrasco em São Paulo

Sestrosa, de azul e batom, voei Rio-São Paulo. Fui a um churrasco de sol que findou em noite de lua. Ri tanto, que maculei de xixi a calcinha branca.


Microconto nº 7.
Sílvia Mota.
Cabo Frio, 27 de maio de 2009 – 18:24hs.

Uma rosa para Rosa

Rosa, de face rosada, era rosa de amor. Por ser tão formosa, Rosa transformou-se numa rosa rosada e, para sempre, perfumou e enfeitou nosso jardim.


Microconto nº 6.
Sílvia Mota.
Cabo Frio, 22 de maio de 2009 - 1:47hs.

Viagem sem retorno

Fui com minha amiga Su a uma festa em São Paulo. Gostei tanto que foi preciso aumentar meu coração prá caber todos os CINQUENTA E UNNSSS & FAMÍLIA.


Microconto nº 5.
Sílvia Mota.
Cabo Frio, 21 de maio de 2009 – 15:34hs.

Notívaga, descobri por onde anda Terenzio!

Terenzio lança aljôfar poético entre as estrelas e cria aforismos para seduzir os anjos. No Site da Magriça, sabor de nostalgia... no céu, aplausos!


Ao poeta que se foi, meu canto de amor...
Microconto nº 4.
Sílvia Mota.
Cabo Frio, 3 de maio de 2009 - 00:00hs.

Decepção

Oileh seduziu Sy no mundo virtual, amou e transou irreal. Após dez anos viram-se num shopping. Compraram-se. Em casa, estragou. Propaganda enganosa.


Microconto nº 3.
Sílvia Mota.
Rio de Janeiro, 25 de abril de 2009 - 23:50hs.

Rotina

Cris acordou, lavou os cabelos e foi trabalhar. À noite, jantou e fez sexo com o marido Tug. Dormiu e no sonho se amou no pênis de Bira, seu chefe.

Microconto nº 2.
Sílvia Mota.
Rio de Janeiro, 25 de abril de 2009 – 20:43hs.

Santa ou puta?

Era uma vez moça pura que virou santa. Um dia, achou seu príncipe encantado virtual. De santa foi puta. E, assim, santa-puta, foi feliz para sempre.


Microconto nº 1.
Sílvia Mota.
Rio de Janeiro, 25 de abril de 2009 – 14:53hs.